Socialismo versus Capitalismo: saúde versus ganância

Comparação entre os sistemas de saúde de Cuba e do Brasil, com dados atuais.

 

Socialismo versus Capitalismo

Saúde versus Ganância


Os grandes direitos não se mendigam, não se pedem, os grandes direitos não se conquistam com lágrimas, mas com sangue.”(José Martí)

 


Em tempos como os que vivemos no Brasil, as extremas dificuldades a direitos democráticos básicos como educação, saúde, segurança, liberdade, são de amplo conhecimento de todos, mais de alguns que de outros, por mais incrível que a situação possa parecer existem muitos brasileiros que desconhecem ou fingem desconhecer a real situação, a luta cotidiana de vida da maior parte da população brasileira, privada brutalmente desses direitos básicos, a verdade é que tais agruras são para a classe pobre do país, são para a classe proletária, ela é que enfrenta as dificuldades diária da vida, para se alimentar, que é o direito mais básico da vida humana, para se educar, para morar, para viver, porque nem direito a saúde básica se tem no Brasil,.

Por mais que a grande mídia, criada obediente da classe dominante, intimamente ligada e comprometida com o interesse da classe burguesa, repita suas mentiras, formulando mil programas para a melhora da vida no país, apoiando descaradamente o projeto neoliberal dos EUA, e mesmo que segundo seu interesse negue ou distorça a situação de pobreza no país, cada trabalhador desse gigante sabe muito bem sobre suas dificuldades.

Cada trabalhador sabe muito bem o que é acordar às cinco da manhã para levar seu filho ao hospital e não ser atendido, ou ser atendido e marcar um exame para dois, três meses depois, cada trabalhador desse país sabe da dificuldade de se comprar medicamentos no Brasil, onde os remédios são extremamente caros, sabe da dificuldade de entrar numa fila de centenas de nomes para fazer uma cirurgia, cada trabalhador sabe da dificuldade de realizar um tratamento prolongado no país, o SUS sucateado e violentado pela corrupção não responde às demandas da população, não existe um programa eficaz de saúde da família para prevenção de doenças.

A grande verdade é que o sistema de saúde no Brasil e em qualquer país capitalista, está vendido ao interesse econômico, mergulhado no glacial lago do puro e simples interesse monetário, jogado às mãos da ganância, desde a formação de profissionais de saúde até as graves faltas da saúde pública no Brasil estão ligadas às grandes corporações farmacêuticas, aos grandes monopólios dos planos de saúde, para quê um programa de saúde preventiva se é muito mais lucrativo para a Mantecorp ou a Bayer se a medicina for uma medicina que visa remediar ao invés de prevenir? É mais lucrativo que se fique doente. Para quê uma saúde pública que funcione se é tão mais lucrativo que ela esteja sucateada e ineficaz como está para os grandes planos de saúde?

Isso mesmo, trabalhador, a saúde de seu país está entregue nas mãos de empresas e grupos farmacêuticos, fazendo da sua saúde e da saúde de sua família e de seu povo um negócio, você, senhor trabalhador, não passa de um número a mais em suas enormes planilhas de lucros, pouco importa se o senhor tem dinheiro ou não para pagar um plano de saúde, se não tem, que seja entregue às gigantescas filas e ao descaso, o império da ganância sobre a medicina, uma ciência criada para salvar vidas, nas mãos do egoísmo e da ganância.

Mas ainda hoje existem países que não têm seu desenvolvimento nem a saúde de seu povo comprometido com o interesse econômico dos grandes grupos capitalistas, é notório hoje o exemplo da medicina de Cuba, que ajuda vários países do mundo com seus avances médicos, a população de países socialistas como Cuba não passa pelo terrível martírio que passa a população brasileira na hora de ir ao médico.

Comparemos, por exemplo, alguns números sobre a medicina em um país socialista como Cuba, onde segundo a grande mídia a população tem “péssimas condições de vida, passam fome” entre outras mentiras, e um país como o Brasil, uma das maiores economias do mundo capitalista.

 

Até 1959 cuba tinha os seguintes dados:

• Analfabetismo: 40%;

• 3 Universidades e 1 Escola de Medicina;

• 6.286 médicos, a maioria em grandes cidades, dedicados ao exercício privado, êxodo 50% nos primeiros anos do Triunfo da revolução;

• Mortalidade infantil maior de 60 x 1000 nascidos vivos;

• Expectativa de vida inferior aos 60 anos;

• Imunização infantil muito limitada

• Poucos centros de pesquisa sem financiamento;

• Quadro sanitário com domínio de doenças transmissíveis;


Em 2007, 49 anos depois:

• 96,2% população alfabetizada;

• 97,5% jovens até 14 anos e 92% até 16 anos estudam;

• 2,3 milhões de habitantes estudam;

• Nível médio de escolaridade é de ensino médio;

• Mortalidade infantil de 5,3 por 1000 nascidos vivos;

• Mortalidade infantil menores de 5 anos 7,0 x 1000 nascidos vivos;

• Mortalidade materna 32,5 por 100.000 nascidos vivos;

• Baixo peso ao nascer 5,4%;

• Expectativa de vida de 77 anos;

• Quadro de saúde onde predominam as doenças crônicas não transmissíveis e um Programa de Imunização que cobre 13 doenças.


O resultado de uma política séria e sem interesses escusos em saúde publica foi:


Grafico


Como mostram os números, Cuba tem hoje eliminadas doenças com as quais o Brasil ainda combate, cuba tem hoje 1,9 cientistas e engenheiros por cada 1000 mil habitantes; 1,8 médicos por cada mil trabalhadores economicamente ativos, isso demonstra o enorme esforço e comprometimento do governo Cubano com seu povo, sem laços com grandes empresas, um governo que não está vendido ao império do capital. 

 

Vejamos agora alguns números da saúde pública no Brasil:

O Brasil tinha, até 2005, um índice de cerca de 2,5 atendimentos no SUS por cada mil habitantes, sendo 2,0 no norte do país; 1,7 de médicos por cada mil habitantes para uma população dez vezes maior que a população cubana, até 2004 o Brasil gastava apenas 3,4 de seu PIB em saúde, isso o índice oficial, mas uma boa parte fica na mão dos corruptos, a taxa de mortalidade infantil no Brasil chega até ao incrível número de 22,6 por cada mil nascidos vivos até 2004, até este último ano citado morreram no Brasil 26,9 crianças com menos de 5 anos de idades, por cada mil nascidos, esses números mostram o completo abandono e descaso com a saúde do brasileiro, existem mais de 1000 municípios sem atenção médica no país, hoje no país existem hospitais fechados, e sucateados, exemplo é o Hospital de Acari, no subúrbio do Rio de Janeiro, em meio a uma favela, com suas portas ainda fechadas, há mais de um ano esse caso foi denunciado pelo Jornal INVERTA e até agora nada foi feito, plano de saúde para os ricos, morte para os pobres.

 

A verdade é que a saúde no Brasil está entregue à ganância, a saúde dentro do sistema capitalista está entregue à sede sanguinária de dinheiro, vive com cada trabalhador que morre nas filas dos hospitais, com cada médico vendido a este sistema, com o suor de cada proletário do país que luta e se sacrifica para poder pagar os altos preços dos planos de saúde, a guerra entre capitalismo e socialismo se mostra nos números acima, se mostra na luta diária pela vida, se mostra na bonança dos ricos enquanto a classe trabalhadora luta pela vida nos decadentes hospitais públicos, a guerra entre capitalismo e socialismo é guerra da ganância contra a saúde e a luta da vida contra o capitalismo.

É preciso que cada trabalhador tome consciência de que não pode haver saúde enquanto se fizer da medicina um negócio, chega de pagar por um direito que é do povo, chega de mortes em filas de hospitais, chega de médicos vendidos, chega de estudantes de medicina que estudam para ganhar dinheiro não para salvar vidas, chega de abandono e descaso, a luta pela melhora passa pela luta contra o projeto neoliberal que quer privatizar nossa rede pública de saúde, por isso a deixa às moscas, é hora de lutar por um mundo onde a vida seja um direito, nenhum desses que estão no poder pega fila às cinco da manhã em nenhum hospital público, a solução desse problema passa pelas nossas mão, a solução está na revolução, então, a construamos com nossas mãos.


Contra o projeto neoliberal de privatização da saúde!

 

Contra os grandes grupos capitalistas que fazem de nossa vida um negócio!

 

Contra a fome e a miséria que também são problemas de saúde pública!

 

Viva a revolução!

 

Viva a revolução que será construída pelo povo nas ruas e não no parlamento!

 

Viva a mudança!

 

Viva a revolução proletária!

 

Todos os dias haverão de ser nossos!

 

Ousar lutar ousar vencer!

 

Com força e validade gritemos socialismo ou morte!


Michel M. Damasceno
Juventude 5 de julho

 

Jorge
Jorge disse:
01/11/2012 19h25

Sou a favor do governo petista msm pq veio derrubar decadas de destruição neoliberalista no Brasil. E sei tbm das dificuldades que um governo de esquerda tem de fazer reformas dentro de um país capitalista. O Brasil desde a entrada do PT veio se transformando, de ditadura capitalista hoje ele é uma democracria capitalista. Mas isso não basta, o povo tem que cobrar mesmo! O povo precisa abrir os olhos, não se governa de forma justa dentro do capitalismo, ele é o sistema da destruição, e não digo por força de expressão, quem é socialista sabe muito bem que este sistema imundo que manda no planeta da oportunidade a poucos e destroi o resto(e o resto somos nós!) Abaixo Capitalismo!!!!

Acacio
Acacio disse:
13/01/2011 17h31
Ok, Mas e em relação ao sistema de saúde e ensino dos principais países econômicos(Estados Unidos, Japão e Alemanha), sendo que todos esses três possuem um sistema capitalista? Esses três possuem ótima qualidade de vida em todos os aspectos, não é mesmo? Portanto, comparar dois países em desenvolvimento, sendo que um deles(Brasil) possui fortes problemas políticos, é ser MUITO imparcial, não concordas? Abraços e saudações desde Capivari de Baixo - Santa Catarina.
Anônimo disse:
13/01/2011 17h31
Para conhecer como funciona o sistema de saúde nos EUA lhe recomendamos assistir o documentário SICKO de Michal Moore. É um triste relato sobre como a ganância e a sede de lucros das grandes empresas de saúde façam com que um país que tenha recursos para manter um orçamento militar como o deles, não invista em saúde. lá se você não tem plano de saúde privado, não tem para onde correr... Quanto a Japão e Alemanha, os governos capitalistas dos países imperialistas puderam atender demandas mínimas da classe operária, pois sugavam capital do restante do mundo. Agora isso está mudando, com a crise que o sistema vive e muitos desses direitos estão sendo revogados...
Renato Lopes
Renato Lopes disse:
16/03/2011 14h53
Perdão pelo incômodo, estou no sexto período de Medicina e me interessei pela matéria, mas não estou conseguindo fazer o link em fullscreen abrir. Ainda está disponível?
Anônimo disse:
16/03/2011 14h56
Ola, Vamos verificar o que ocorreu com as matérias dessa edição e disponibilizá-las. Favor revisite o site daqui a um tempo.

Saudações Revolucionárias
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